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sexta-feira, setembro 15, 2017

NEOLIBERALISMO OU O DEUS MERCADO E O MUNDO DE JOELHOS

Odemar Leotti* Não esquecer que a tática usada em cada país é derrubar um presidente legítimo, colocar uma figura corrupta e grotesca da lumpinagem política para servir de Geni. Enquanto isso o BIG BROTHER ou seja o Deus Mercado faz do mundo o que bem entender. Nunca, desde o Bülding alemão no final da século XVIII, e da proliferação das nações ditas democráticas foi possível almejar uma condição de vida em pé de igualdade. Uma aliança entre o capital industrial financeiro e a ferrenha vontade de domínio de mercado teve com parceiro uma elite parasitária que se contenta com migalhas para alimentar seus desejos mesquinhos e suas luxúrias. É assim que unidos: Lumpinagem política, ou mesmo picaretagem, coronelismo político e suas serpentinhas que são seus filhos que se inserem na política comprando votos, uma elite provinciana racista, eugênica e fascista e o capital financeiro, detem qualquer possibilidade de se falar em vida na terra. Esse ódio criado contra os movimentos sociais e qualquer possibilidade dos trabalhadores participarem politicamente de forma autônoma e em oposição aos desmandos da burguesia. Isso está atualmente acontecendo com a nova tática do uso e abuso do discurso sobre corrupção, que tem como estratégia matar qualquer possibilidade de se escolher outra ordem mundial que não seja ficar de joelho para a lei do mercado. Isso está acontecendo não só no Brasil. Está irradiado em todo o mundo que não queira aceitar o bridão imposto pelo grande BIG BROTHER do DEUS MERCADO. Esse grande poder passou do lugar de poder jurisdicional para servir como a nova natureza, o novo lugar da verdade sobre a vida. A maquinaria montada no final do século XVIII através da Revolução Francesa, do Iluminismo, enfim da grande transformação do saber pelo racionalismo como segmento da cartesianismo transformou a possibilidade de vida como impulsão do desejo, numa presa de um poder indenitário que acorrenta o desejo no interior de subjetividades que tornam não mais máquina repressora, mas constitui-se como um valor positivado preso à engrenagem de um saber cria em cada um uma relação consigo que se torna impossível o prazer como forma de vida. Um valor indenitário que dá as ordens e fazem os impulsos se tornarem um lugar triste e de dor. (*) Doutor em História Cultural pela UNESP-ASSIS, Mestrado em História Social pela UNICAMP-Campinas-SP, historiador e professor adjunto III lotado na UFMT-CUR.